Meditação de retiro sobre a devoção à Nossa Senhora
A devoção á Nossa Senhora é um elemento essencial na vida cristã. A alma
cristã está cheia desta devoção. Em países de missão, o Islão que avança,
vê-se detido por Maria. Essas religiosas indígenas, todas com títulos de
Maria, Capelas, Rosário, Escapulário, Templos, Peregrinações, Grutas.
1. Em que se funda a devoção à Maria
É uma lástima que preguem só esta devoção poética: Palma de Cades, Rosa
de Jericó, destacando unicamente a sus formosura. O verdadeiro
fundamento não o descobre o homem raciocinando mas orando sob a
inspiração do Espírito Santo. Na nossa oração achamos tão natural o
privilégio de Maria antes de todo mérito seu. Se vê na celebração do dia
8 de dezembro. O povo que ora o intui. Em Lovaina, no 50º aniversário da
Imaculada Conceição, havia iluminação até nas casas mais modestas. Um
menino é interrogado: Na festa de Nossa Senhora, tu tens inveja? –
Ninguém tem inveja da Mãe.
2. A graça de Maria funciona!
A graça de Maria é graça funcional. Toda graça é funcional: em proveito
de todos os outros, justos e pecadores. Não se trata de honras, mas de
funções. A função de Maria é ser Mãe de Deus, e a sua graça é para nós o
que funda a nossa esperança, já que a preferida de Deus é a minha Mãe.
A graça funcional de Maria persiste: quando Deus elegeu uma pessoa para
uma função, não muda o seu parecer. São José, patrono da Sagrada Família,
a Sagrada Família cresceu e é a Igreja, logo José, patrono da Igreja.
Maria estava no cuidado doméstico da Sagrada Família… Esta cresce, e
está no cuidado doméstico da Igreja: «Assim como quando vivia Jesus ia a
senhora, Ó Mãe, com o cântaro sobre a cabeça a apanhar água da fonte,
venha agora a tomar água da graça e traga-a, por favor, para nós que
tanto necessitamos».
3. Modelo de cooperação
Maria, como Mãe, não quer condecorações nem honras, mas prestar serviços.
E Jesus não vai não ouvir as suas súplicas, Ele, que mandou obedecer o
pai e a mãe. O seu primeiro imenso serviço foi o «Faça-se em mim segundo
a tua palavra»… e o «Eis aqui a escrava o Senhor» (Lc 1, 38), Deus fez
depender a sua obra do «Sim» de Maria. Sem burlar, prestou, e segue
prestando serviços: isto enche a alma de uma santa alegria e faz com que
os filhos que adoram o Filho, não possam separá-lo da Mãe.